terça-feira, 27 de março de 2012

Conheça na quinta-feira (29) a história do “CORNO INTELIGENTE DE PINHEIROS”

Geílson é um cara sofisticado. Cheio de modinhas. Prefere dever na praça, mas estar com o tênis ou a calça da moda. Sempre foi assim. Em sua casa em Pinheiros, gosta de mostrar aos amigos sua coleção de discos, de relógios e o revólver importado de 10 mil dólares que havia ganhado de um tio.

Em uma certa tarde, quando chegou de surpresa do trabalho.......

quinta-feira, 22 de março de 2012

O Seminarista de São Roque


Tadeu estava cursando o segundo semestre de pedagogia na PUC de São Paulo. Não era bem a profissão que ele almejava, mas após deixar o seminário em São Roque, onde cursara o ensino médio, estava meio perdido com relação a que carreira seguir e optara pelo curso de pedagogia em admiração ao padre Estevão, professor de português e literatura no seminário do Marmeleiro.

Foi por intervenção direta de padre Estevão que Tadeu conseguira a vaga na faculdade, com bolsa de estudo integral, pois não tinha como arcar com os custos, já que sua mãe se negara resolutamente a ajudá-lo na nova empreitada.

Tadeu, na verdade, nunca tivera vocação para padre e foi parar no seminário graças a uma promessa feita pela mãe quando ele, ainda em tenra idade, pegou uma doença grave e desconhecida que o deixou por vários dias à beira da morte.

A mãe, desesperada e sem saber mais o que fazer, prometeu que se o menino sobrevivesse seria padre e serviria a Deus por toda a sua vida. Mas o moleque nunca tivera vocação nem o mínimo interesse em cumprir os sacrifícios exigidos pela vida sacerdotal. Na escola primária vivia atazanando as meninas e levantando suas saias, em casa foi surpreendido várias vezes espiando a empregada, uma bonita mulata, tomando banho ou a se enxugar.


Dona Vicentina, a mãe de Tadeu, colocou-o no seminário assim que ele atingiu a idade adequada e achou que a partir daquele momento tomaria jeito, mas o moleque tinha alma aventureira e vivia fugindo da reclusão do seminário para ir ao puteiro de Dona Piera, ali perto. As putas achavam graça no menino e deixavam que ele espiasse enquanto elas transavam com os clientes regulares e tocasse inúmeras punhetas


Criativo, Tadeu vivia escrevendo redações povoadas de mulheres nuas montadas em cavalos puro-sangue que acabavam conquistadas por um valente cavaleiro, cuja descrição era a dele mesmo. Os textos divertiam padre Estevão, sempre  atento aos devaneios do menino, que, apesar do sono pelas noites mal dormidas, ainda assim conseguia tirar boas notas e se manter acima da média dos demais alunos. Por isso acabou convencendo o diretor do seminário a propor  uma bolsa de estudo para o brilhante aluno na PUC de São Paulo.

Com grande facilidade em assimilar novos ensinamentos, Tadeu logo se tornou uma figura relativamente popular na faculdade. Muitos alunos pediam ajuda nesta ou naquela matéria e ele prontamente os auxiliava. Elisa, uma bonita ruiva baixinha e gordinha, era uma das mais assíduas companheiras de estudo de Tadeu na biblioteca, além de sempre dar um jeito de ficar próxima dele na sala de aula ou nos intervalos, quando iam à lanchonete, onde ela usualmente pagava a conta, pois Tadeu vivia duro com os parcos recursos que conseguia fazendo trabalhos escolares para os colegas.

A amizade entre os dois foi aos poucos mudando de estágio, até que rolou o primeiro beijo num canto escondido do campus. Depois disso, sempre davam um jeito de trocar carícias discretas ou abusadas em lugares mais ou menos ermos. A situação dos dois era complicada, porque ele morava em uma pensão sem qualquer possibilidade de privacidade e ela em uma república, com mais três amigas que não admitiam a presença de namorados no espaço de convívio entre elas. Com o dinheiro curto que ambos tinham para passar o mês, a possibilidade de um motel era praticamente a mesma de ganhar na megassena sozinho.

Mas a sorte finalmente lhes sorriu. Pouco antes de um longo feriado ficaram sabendo que as três companheiras de república de Elisa iriam viajar para aproveitar os dias de folga. Os dois, dispostos a surpreender, fizeram com o pouco dinheiro economizado a duras penas algumas extravagâncias. Ela foi até a Liberdade e comprou sushis e sachimis, além de saquê e um bom vinho tinto. Ele, mais humilde, comprou um Martine doce e um vidro de cerejas em conserva, pois sempre gostara da mistura e quase nunca tinha oportunidade de desfrutá-la.

No dia em que as meninas viajaram, Tadeu se mudou para o apartamento de Elisa e, pouco afeito às artes e sutilezas da conquista e para superar uma timidez quase intransponível, quando ficou sozinho com Elisa, desandou a beber e comer feito um desvairado. Logo ficou bêbado e desinibido. Durante as preliminares, Elisa, também já meio alta, gritou para Tadeu: “me bate, me xinga!” Tadeu titubeou, pois ninguém passa tanto tempo sendo criado dentro da mais rígida disciplina cristã impunemente. Ele não tinha o hábito de falar palavrões nem muito menos experiências anteriores em sexo selvagem, mas, decidido em atender aos desejos da amante, não teve dúvidas e num arroubo de ousadia, pespegou-lhe um tapinha na bunda e gritou “sua,,, sua,,, SUA GORDA”.

Até hoje Tadeu não entende porque o fim de semana terminou de forma tão abrupta e Elisa nunca mais lhe olhou na cara ou lhe dirigiu a palavra.

quinta-feira, 8 de março de 2012

A Mineira do Pub de Moema

Marta Lêmures era uma mineira sonhadora que, paradoxalmente, tinha dificuldade de dormir. Acordava sempre com raiva do despertador e não conseguia desgrudar os olhos até comer um “queijim” branco com leite gelado.

Resgatada diariamente pelo motorista Altamir, ficava um pouco irritada com o excesso de gentileza do moço e das perguntas indiscretas que ele fazia. “A senhora saiu de novo ontem?” “Conheceu o amor da sua vida?” “A senhora prefere caldo de cana ou um cana que dá um caldo?”. Ela levantava a sobrancelha em sinal de descontentamento e virava o rosto não dando a menor trela para o rapaz.

Chegava ao trabalho a mil por hora. Sentava e fazia três ou quatro ligações. Se era relativa ao trabalho, zangava, bufava e, de vez em quando, levantava o dedo do meio no final da conversa. Se o bate-papo era com uma das suas companheiras de balada, dava uma risadinha longa, dizia “cala a boca” e terminava sempre com um “vamos hoje de novo?”

Seu ofício envolvia a fabricação de pães artesanais. Fazia diversos tipos, com sabores variados. Era uma jovem Ana Maria Braga que despontava na sociedade paulista e sonhava um dia encontrar seu Louro José.

Todo noite Marta Lêmures ia ao Girapha Pub, um canto de Moema frequentado pelos seus amigos, além de algumas drag queens e uns idosos que saíam do Bar Charles Edward e iam com os rostos vermelhos direto para a balada atrás das jovenzinhas.      

Certa vez, Marta Lêmures deu de ombros para o dia do uísque e resolveu pedir a cachaça Boazinha com Red Bull. Dançava ao som de sua banda predileta, os Cornobells. Após algumas doses, ao invés de asas, sentiu um senhor nas suas costas. O homem balbuciava palavras desconexas e babava. Grudou de forma grosseira na pobre mineira.

Sem conseguir se desvencilhar do homem – afinal a bebida já fizera um efeito maior que o desejado, Marta Lêmures começou a achar que era seu fim.

De repente, como um raio, surgiu uma mão fechada em direção ao rosto do velho tarado, que caiu com tudo no chão e começou a chorar. Com a visão turva, Marta conseguiu enxergar a figura do seu salvador: o motorista Altamir.

Ao levantar, Marta Lêmures entendeu que estava diante de seu destino. Beijou longamente Altamir e o pediu em casamento.
 
Passados alguns meses, durante a cerimônia regada a deliciosos pães artesanais, com um vestido feito na Faculdade de Moda que havia acabado de abrir, Marta Lêmures sentiu de repente uma enorme saudade do Girapha Pub.
 
Fez um olhar de adeus a Altamir e saiu correndo em direção ao lugar que havia conquistado seu coração como nenhum outro homem jamais fizera. Altamir saiu ébrio dirigindo pelas ruas de São Paulo até ser detido na blitz da lei seca mais próxima. 

No dia seguinte, Marta Lêmures levantou novamente com os olhos grudados e pensou que ainda era cedo para combinar com suas amigas a próxima balada noturna. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

O Príncipe do ABC

Eddie Lázaro Ramos Murphy era o típico xavequeiro. Aquele que não pode ver um sexo oposto que já se aproxima com seu olhar 43 e seu sorriso Colgate para soltar sempre um xaveco infalível.

–“Pronto! Já estou aqui! Quais são seus outros 2 desejos?”

– “Além de ser linda, simpática, perfumada, gente boa e gostosa o que mais você faz?”

Moreno, atlético, autoconfiante nos auge dos seus 20 anos, morador do ABC Paulista, Eddie não perde oportunidade para declamar seus xavecos, que na mente dele saem como poesias.

– “Um dia quero virar astronauta” “Pra poder viajar no céu da tua boca.”

Mas, Eddie nem sempre foi assim. Sua vida de Reginaldo Rossi sedutor começou quando ele conseguiu um estágio numa secretaria pública da cidade de Ribeirão Pires.

Eddie, até então, um cara tímido e reservado, se apaixonou por uma funcionária do R.H, muito bonita por sinal. Logo foi correspondido e começaram a sair. Meses se passaram e o garoto estava cada vez mais apaixonado pela Carminha. Para ele, seria a mulher que passaria o resto de sua vida.

A garota viajou a trabalho e, sozinho, Murphy convidou um amigo da repartição para um happy hour. Horas se passaram e, no meio da bebedeira, o amigo olha para Eddie Lázaro Ramos Murphy e diz: “sabe quem eu estou comendo?”. “A Carminha do RH”. Foi quando Eddie se engasgou com a cerveja, levantou com lágrimas nos olhos e saiu. Nunca mais voltou ao trabalho.

Enfurecido, Eddie prometeu nunca mais se apaixonar. E foi assim que surgiu o “Príncipe do ABC“, uma espécie barata do Akeem, príncipe herdeiro de Zumunda (África), que fez a vida em Nova York.

Munido de xavecos testados em frente ao espelho, ele saia e disparava para a mulher que encontrava:

– “Será que eu posso saber o que esse bombom tá fazendo fora da caixa?”

– “Não sou o Itaú, mas fui feito para você”

Recém-contratado como estagiário de uma grande empresa, Eddie em 3 meses de trabalho já havia xavecado todas as garotas da repartição, com 100% de rejeição. Foi quando definiu que seu novo target seria mulheres acima dos 35 anos, com carro. E foi à luta:

– “Se Preto fosse paixão e branco fosse carinho, o que eu sinto por você seria xadrezinho.”

Meses se passaram e ele continuava na seca. Mas, nunca perdia a pose, o jeito galã, o jeito José Mayer de ser.

Fã do grupo Exaltasamba, chorou quando Thiaguinho e Péricles anunciaram a separação. Quando viu um amigo tirar sarro do grupo, promoveu um verdadeiro ataque virtual no Facebook do colega, incitando os fãs de pagode a promoverem um verdadeiro bullying virtual na página pessoal desse amigo.

E foi quando ouvia “Bole Bole”, que o cúpido mais uma vez flechou seu coração e “O príncipe do ABC” se apaixonou pela secretária da esposa do dono da empresa, quem ele carinhosamente chamava de “A Primeira”.

A paixão foi avassaladora. Com ajuda de amigos da repartição, descobriu o ponto fraco da menina, o bigode. Ela adorava caras de bigode. Eddie, então, deixou o bigode crescer e conseguiu sair com Maressa, “A Primeira”.

Entusiasmado, o príncipe cometeu uma falha no encontro. Errou ao contar uma passagem da sua vida e deixou a menina encucada, com dúvidas sobre a virilidade do rapaz.

Inocente, Eddie Lázaro Ramos Murphy contou como entrou na empresa. Ele relatou a entrevista de emprego que teve com o Jorjão, do R.H.

Jorjão: “Você gosta de ler livros”

Eddie: “Gosto sim. Meu último livro foi O Alquimista, de Paulo Coelho”.

Jorjão: “Você tem irmã?” “Se tiver, ela deve ser muito bonita” “Porque você é lindo”

Eddie: “Como é?”

Jorjão: “É verdade. Não sou gay, mas preciso dizer. Você é o cara mais lindo que já vi”.

Maressa estranhou muito aquele comentário suspeito de Eddie Murph. E logo depois decidiu interromper o encontro. E nunca mais se viram. 

Ele não se abateu e, no auge de sua testosterona, chegou à conclusão que o importante era empurrar a bola pra rede, independentemente do adversário. 

Na última semana nosso galã foi visto entrando no apartamento de Jorjão do RH.

Após pernoite animada, Eddy Murph saiu feliz da vida e cantando alto trecho da música do Exalta Samba: 

“Quero seu amor 
Com jeito de felicidade 
Com gosto de sinceridade 
Vontade de te namorar”


Não perca na próxima semana, em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, a comovente história da “Mineira do Pub de Moema”.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

É nesta semana!


Não perca. A  2ª temporada de "Os Paulistas" estréia nesta quinta-feira, (1), com a história real do "Príncipe do ABC".

Eddie Lázaro Ramos Murphy era o típico xavequeiro, aquele que não pode ver um sexo oposto que já se aproxima com seu olhar 43 e seu sorriso Colgate para soltar sempre um xaveco infalível.

– Pronto! Já estou aqui! Quais são seus outros 2 desejos?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Sheik Manso de Moema em “Cara, Cadê meu celular?”

Anos haviam se passado desde a última gemada com a Ofélia. Suas aventuras culinárias do mundo televisivo já não pertenciam mais a um passado tão recente, assim como suas noitadas bancadas pelo Doutor Assis. Abelardo Trenttini já estava em outra, fora do mundo dos links, dos pontos eletrônicas, das câmeras, das fitas BETA..... Ele hoje trabalhava em uma grande empresa especializada em imagem pública.

Com clientes importantes, Trenttini é conhecido por sempre colocar suas pautas numa grande emissora do país. Não importava o tema, ele sempre garantia um repórter dessa emissora no evento. E isso foi criando uma ciumeira entre as outras emissoras. Trenttini era sempre visto ao celular, dia e noite. E do outro lado da linha, sempre alguém dessa grande emissora.

Durante uma festa de diretores de TVs, regada a uísque 12 anos e vinho verde, Trenttini teve um reencontro com seu antigo “eu”. Na presença de grandes amigos da época de TV, o sheik manso se esbaldou com bebidas e assistentes de palco da Programa do Gugu. No dia seguinte, acordado com a lambida de seu cachorro, Trenttini nem lembrava como havia chegado em casa.

O sheik já tomava café na cozinha de seu apartamento em Moema, zona sul de São Paulo, quando percebeu que algo estava errado. Já eram 11 horas da manhã, perto do jornal do meio-dia, e seu celular ainda não havia tocado. Foi quando ele gritou: “cara, cadê meu celular”. Sozinho em casa, claro, ninguém respondeu.

Desesperado, já havia revirado todo o apartamento e nada de encontrar o aparelho. Ele tentava lembrar de tudo que havia acontecido naquela noite, mas em vão. Tinha flashes da festa, das loiras versus morenas, mas nada do celular.

Ele chegou a procurar o celular na máquina de lavar. Havia lembrado de um ensinamento de seu amigo Manoel Clark Kent, que sempre dizia que era importante guardar o aparelho em cima da lavadora para não correr o risco de deixar o aparelho fora da área de serviço. Mas, foi em vão. Não estava lá.

Chegou no trabalho abatido, não pela ressaca, mas pela falta de comunicação com os amigos da TV.
Explicou para o chefe o que havia acontecido e disse que não poderia ficar sem celular. Não acreditou quando seu boss disse que só poderia fornecer um outro aparelho em, no mínimo, 15 dias. Ficou transtornado, tentou planos para reaver seu aparelho. No mais ousado de todos, ele combinou com um repórter de TV para questionar um de seus clientes ao vivo durante uma matéria sobre a possibilidade da compra de um novo celular para o Sheik.

O plano não surtiu efeito e seus contatos diários estavam cada vez mais distantes. Em um momento nostálgico, Trenttini lembrou do seu primeiro celular e da primeira saia justa causada por ele. Ele estava com uma assistente de palco do Faustão em um Motel quando seu telefone móvel tocou. Era a mulher do sheik, que assustado perguntou: “Carmita, como você sabia que eu estava aqui neste Motel?”

Inconformado, ele ligou para todos os contatos e explicou o ocorrido. Por onde ele passava, ele contava a história, cantarolando “Se liga se liga freguesia, celular é nas casas Bahia”.

Indo para casa, Sheik Manso encontrou uma bela loira na rua e como flash lembrou da jovem na festa da noite anterior. Ele viu que a menina desviou o olhar. Ao abordar a moça, Abelardo Trenttini percebeu que a garota estava nervosa. E não foi preciso pressioná-la para ele descobrir que na verdade o sumiço do celular fazia parte de uma trama elaborada pelas outras emissoras. Inconformadas com a preferência pela concorrência, a loira foi contratada para embebedá-lo e depois sumir com o aparelho do sheik.

Foi quando mais uma vez o velho sheik manso de Moema veio à tona, ele levou a bela loira para sua casa e prometeu ensinar uma receita de gemada que há anos fazia sucesso na TV brasileira. Assim como seduziu Ofélia e Palmirinha no passado, Trenttini serviu um banquete para a moça. Sem que ela percebesse, ele vasculhou sua bolsa e pegou seu celular de volta. Assim que a gata foi embora, imediatamente Trenttini pegou o celular e fez sua primeira chamada: "Alô, Tramonttina....”

O Sheik Manso de Moema em “Cara, Cadê meu celular?” é mais um conto da série Os Paulistas.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A garota do Púlpito - Parte 2 – O Encontro


Cansada de ficar trancada no quarto ouvindo a canção “Meu ex-amor” de Amado Batista, Carmem voltou ao trabalho. No carro ao som de “A gente vai se encontrar”, ela cantarolava: Você é o grande amor. De toda a minha vida. Mas não me preparou. Pra nossa despedida. E eu não posso impedir. O meu pranto de cair. Adeus, meu grande amor.”

Era a imagem do Ivan correndo do pai dela e cruzando a via Dutra a pé rumo ao Rio de Janeiro que não saia da cabeça da garota. Aquele brilho em seus olhos já não existia mais.

Já estava no escritório quando recebeu um telefonema do chefe, o próprio Amado Batista. Ele dizia que ela precisava viajar ao Rio de Janeiro naquele dia porque ele iria gravar uma participação no programa da Xuxa. “

“Da Xuxa?” exclamou alto a garota que já esboçava um novo sorriso.

Carmem não acreditava no que tinha ouvido, iria realizar um sonho de infância, conhecer a Xuxa. Ela sempre repetia aos amigos que o sonho de criança era poder tomar um café com a Xuxa e descer da nave com a rainha dos baixinhos. Ela sabia que nada disso mais era possível, mas iria conhecê-la.

A gravação correu como o esperado, Amado Batista cantou seus maiores sucessos e contou histórias de sua carreira. No fim do programa, Carmem e Xuxa se conheceram. A apresentadora se encantou com a simpatia da moça e a convidou para ajudar na organização de um evento beneficente.

Com a autorização do chefe Amado Batista, que sabia do sonho da menina, ela aceitou trabalhar no evento. Carmem nem lembrava mais quem era Ivan, com a música “Sonho Antigo” na cabeça, a moça voltou para São Paulo e começou a se preparar para o grande dia que trabalharia ao lado da Xuxa.

Ao som de “Lua de Cristal” sua grande participação e competência se destacaram na festa beneficente e saiu das páginas deste blog para as páginas do Jornal O Estado de São Paulo. Confira http://migre.me/4bXl6

Se você não achou a referência (abaixo da segunda foto) no link, eis em destaque na matéria:

O tempo passa, passa, até que, finalmente, por volta das das 22h, Xuxa desce a escadaria coberta por um tapete vermelho, de mãos dadas com seis crianças, ao som de Lua de Cristal.

"Gente, vocês vão ser chamados em blocos para fazer as fotos. O primeiro grupo vai, faz, volta. Se por acaso alguém não voltar, se der confusão, sinto muito, vamos ter de parar tudo, OK?", informa uma assessora loira de cabelo muito liso, magrinha, maquiada, que suspende nervosamente o tomara que caia preto cheio de franjinhas.

Em sua coreografia organizacional, a assessora parece uma...: "Meu sonho na infância era ser paquita", ela revela, entre uma bronca e outra nos jornalistas. "Até quebrei o queixo, ó (ela mostra uma cicatriz invisível), tentando dançar como elas. Escorreguei no sabonete".

 A garota do Púlpito - Parte 2 – O Encontro é mais um conto da série de "Os Paulistas".